Psicóloga Fala Sobre as Dificuldades Para Aprender

Psicóloga Fala Sobre as Dificuldades Para Aprender

Fernanda Couto, psicóloga, fala sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e explica a diferença entre transtornos, distúrbios e dificuldades de aprendizagem.

Confira abaixo:

 

P – A questão da hiperatividade no Transtorno de Déficit de Atenção causa muitas dúvidas entre os portadores e os pais dessas crianças.   A hiperatividade sempre vem associada a falta de atenção?

R: Não. A agitação pode aparecer separada da falta de atenção, porém, o mais comum é que os dois apareçam juntos. A pessoa muito agitada tem dificuldade de focar a atenção em algo específico. Ocorre a “hipervigilância”, o sujeito percebe e presta atenção em tudo a sua volta, por esse motivo existe a dificuldade de focar em algo.  O déficit de atenção é a “hipotenacidade”, isto é, a baixa capacidade de se concentrar e prestar atenção quando necessário. É como se um fosse consequência do outro, por isso que é muito comum a hiperatividade e o déficit de atenção virem juntos.

P: Como deve ser o tratamento de crianças com TDA/H?   

R: Existem remédios que tratam a falta de atenção e a hiperatividade, mas muito se discute sobre o uso exagerado desses medicamentos. O número de receituários vem aumentando, a medicina  moderna detecta muitas coisas e, com essa vida tão corrida, acabam prescrevendo remédios. As crianças vivem como se fossem pequenas empresárias, cheias de compromissos: da escola para a natação, da natação para a dança ou futebol, depois para o inglês, para as aulas particulares… E por aí vai! Acredito que em alguns casos o remédio seja necessário, mas como uma intervenção auxiliar e temporária, considerando a idade, os efeitos, o meio em que a criança vive, entre outros.

P: Nós sabemos que fazer uso de qualquer medicamento envolve riscos, efeitos colaterais, dependência… O que pode ser feito antes de se recorrer ao remédio?

R: Antes de recorrer ao medicamento, deve-se saber como a criança está agindo em outros lugares, se a agitação ocorre em um determinado lugar ou em todos os lugares que frequente. Caso a agitação ocorra independente do ambiente, o ideal é procurar ajuda de um profissional da área da saúde que vá realizar um diagnóstico e entender o que pode estar causando essa dificuldade no sujeito. O tratamento inicial não necessariamente venha com o remédio.

P: Qual é o objetivo da psicoterapia? Como ela pode ajudar e desenvolver a criança com dificuldades de aprendizagem?

R: O objetivo geral da psicoterapia é obter ganhos nos relacionamentos pessoais, desenvolvendo as capacidades cognitivas, sociais e afetivas do sujeito. É importante trabalhar o que essa agitação está querendo dizer, o que está por traz dela. O remédio acalma a pessoa hiperativa, mas se não tratar essa agitação e descobrir seus motivos, uma hora ela vai explodir, mesmo com o medicamento. O remédio tem um efeito a curto prazo.

Escute a entrevista com a Psicóloga Fernanda Couto e entenda mais sobre o assunto.

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