O TDAH em crianças e a Terapia Cognitivo-Comportamental

hiperativo_07Segundo as definições do DSMIV (2002), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade se caracteriza pelo comprometimento nas áreas da atenção, impulsividade e hiperatividade. Os sintomas apresentados prejudicam a vida social da criança, seus relacionamentos interpessoais na escola e no ambiente familiar, provocam constante desatenção e falta de interesse no desempenho de determinadas tarefas (exemplo: crianças que saem da sala de aula para “passear”, inventam idas ao banheiro e ao bebedouro durante as aulas das disciplinas que menos os interessam), esquecimentos (é comum que estes indivíduos percam objetos constantemente como, por exemplo, o material escolar).

O Transtorno é mais comum em meninos do que em meninas e a sua sintomatologia possui causas hereditárias, ambientais e fatores neurobiológicos. Para que o diagnóstico seja feito de maneira correta e completa, é fundamental que nenhum aspecto seja negligenciado. A partir desta avaliação, o tratamento medicamentosoé combinado com a psicoterapia a fim de obter melhoras funcionais na vida do paciente e nas possíveis comorbidades provocadas pelo transtorno, como depressão e ansiedade.

A Terapia Cognitivo Comportamental parte do pressuposto de que o indivíduo é influenciado por suas crenças distorcidas acerca de si mesmo, do mundo e do futuro. Estes pensamentos disfuncionais promovem sentimentos negativos e comportamentos indesejáveis. Logo, o processo terapêutico tem como objetivo promover uma reestruturação cognitiva do sujeito, alterando sua percepção dos fatos e dos significados atribuídos aos mesmos. Exemplo: crianças portadoras de TDAH, muitas vezes, estão sujeitas a críticas severas por parte de seus professores, colegas e pais. A partir disto, são desestimuladas a realizar as tarefas escolares, sentem vergonha de si mesmas, buscam o isolamento social e adquirem sintomas depressivos. As crenças disfuncionais mais comuns são: “eu sou burro”, “sou inadequado”, “não mereço ser amado por ninguém”, “nunca vou ser igual às outras crianças”.

É importante que o terapeuta faça uma psicoeducação acerca do TDAH com os cuidadores e professores do paciente para que o mesmo não seja alvo de preconceitos, piadas e comportamentos agressivos. A criança também deve compreender que possui um transtorno e que suas dificuldades são consequências deste e não culpa dela. Através de atividades lúdicas que possibilitam que a criança expresse seus pensamentos e sentimentos, da restauração da autoestima, de uma avaliação da capacidade sócio cognitiva, da obtenção de informações a respeito do comportamento da criança e de seus cuidadores, da participação ativa dos pais no processo terapêutico e do estabelecimento de metas durante o tratamento, é possível que o indivíduo reestruture as crenças construídas acerca de si mesmo, se sinta capaz de modificar seus pensamentos, comportamentos e possa criar estratégias de autocontrole.

Por Carolina Loureiro

Psicóloga

CRP/RJ  05/43440

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