Casal Separado X Pai Ausente

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A entrevista de hoje foi sobre Casal Separado X Pai Ausente. Por que não misturar as questões do matrimonio com o papel de pai?

As psicólogas Lívia Bione e Bárbara Monteiro, também com a presença da Fonoaudióloga Deiane Campos, esclareceram o tema e fizeram um alerta aos pais. Ouça abaixo a nossa entrevista

Pergunta – Pode acontecer de a criança se sentir culpada pelo fato do pai ter ido embora e culpada pela separação dos pais? 

Lívia – Sim, acontece. Em alguma medida ele pode culpar a si mesmo pela ausência do pai. Ele pode acreditar que não foi um filho suficientemente bom, acreditar que tenha causado algum tipo de confrontação e transtorno para o relacionamento dos pais, motivando a separação do casal. Então, as vezes ele pode atribuir a si a separação dos pais.

Pergunta – A atitude e comportamento de uma criança, birra, por exemplo, pode ser apenas uma necessidade de chamar a atenção dos pais?

Lívia – Sim. Algumas atitudes podem representar essa carência da criança, essa falta que ela experimenta. Para a criança é difícil comunicar verbalmente o que ela sente, então ela acaba demonstrando através de comportamentos que possam de alguma maneira chamar a atenção e suprir aquilo que ela deseja. Na maioria das vezes a criança ainda não é capaz de significar o que ela sente, nem de verbalizar esse sentimento, então mostra através de birra, choro, agressividade. Essas são as maneiras que ela encontra para canalizar o seu desagrado. Cabe aos pais ficarem atentos para compreender e identificar o que está acontecendo.

Pergunta – Deiane, muitas crianças chegam para fazer um acompanhamento fonoaudiólogo, por consequências de problemas emocionais?  

Deiane – Acontece bastante. A criança chega com diversos problemas na escola como: questões com a matemática, a letra começou a mudar, está muito grande ou pequena, a fala está alterada… E quando a família se estabiliza e o pai percebe que a sua ausência faz falta, a criança começa a voltar ao normal e a não apresentar mais aquelas dificuldades. Nestes casos a gente percebe que não era uma questão fonoaudiológica em si, era uma questão psicológica.

Pergunta -Em momentos de raiva e briga entre mãe e filho, muitas vezes a mãe acaba identificando e comparando o filho com o pai de uma maneira pejorativa. “Ah! você parece com o seu pai, por isso você é assim!”. O que você pode aconselhar?

Lívia – É uma situação de confronto, um comentário negativo. É importante evitar a depreciação sempre. A criança deve ser preservada e, com o amadurecimento, ela vai crescer e saber fazer as suas ponderações a partir dos recursos que ela tem sobre o pai. Ela vai conseguir conectar as pistas e sinais que teve até o longo dos anos, somar as informações e chegar a uma conclusão por conta própria.

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